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Comprovação da tese do “Descobrimento” no RN traria ganhos imensuráveis, afirma ABIH

O presidente da Associação Brasileira de Hotéis e Restaurantes no Rio Grande do Norte (ABIH-RN), Edmar Gadelha, acredita que, caso a tese do descobrimento do Brasil na costa potiguar seja consolidada, isso impulsionaria o turismo no estado de uma maneira diferenciada.

O ganho seria imensurável, pois milhões de turistas visitam Porto Seguro movidos por essa narrativa histórica. Significaria mais voos, mais hospedagens, mais empregos, mais renda e um reposicionamento do estado no cenário turístico nacional“, avalia.

Ele explica que a ABIH-RN enxerga com seriedade os debates que envolvem a tese e considera que, por todos os elementos que já foram levantados, essa hipótese merece ser investigada.

Trata-se de um debate embasado em novas leituras de documentos históricos, correntes oceânicas e ventos que, comprovadamente, levariam as caravelas de Cabral primeiro ao litoral do Rio Grande do Norte, mais especificamente à região do atual município de Touros. A ‘tese do Rio Grande do Norte’ é uma hipótese histórica que merece ser investigada e, se comprovada, celebrada“, afirma.

Ele explica que a ABIH-RN não possui nenhum projeto ou iniciativa formal referente à tese do descobrimento, mas que a entidade acompanha com interesse tudo o que vem sendo desenvolvido e conduzido pelos pesquisadores que se dedicam a estudar o assunto.

Edmar Gadelha também considera que seria necessária uma ação política no sentido de viabilizar recursos para pesquisas na área e também para criar infraestrutura nos locais envolvidos. “E, principalmente, atuar junto ao Ministério do Turismo e ao IPHAN para o reconhecimento oficial da rota e dos monumentos“, diz.

Na opinião dele, a comprovação definitiva da tese de que o descobrimento foi pelo Rio Grande do Norte poderia ser alcançada por meio de uma “evidência arqueológica incontestável”. “Especificamente, a descoberta de artefatos portugueses datados do período imediatamente anterior a 1501 na costa potiguar – como restos de uma embarcação, uma peça de artilharia, ou qualquer objeto com datação confirmada por volta de 1500“, explica.

“Sem o amadurecimento necessário para ser tratada como uma pauta nacional do trade turístico”

Ele acredita que, por mais que já existam estudos sobre a questão, ainda não é o caso de provocar a ABIH nacional para discutir a questão. Na avaliação dele, a discussão ainda está em nível regional e acadêmica.

Sem o amadurecimento necessário para ser tratada como uma pauta nacional do trade turístico“, detalha.

Ele defende, entretanto, que a questão precisa envolver os políticos que defendem o interesse do Rio Grande do Norte. E que isso deveria unir todos.

O assunto deveria elencar um projeto para o nosso estado. Deve ser uma agenda suprapartidária, unindo todos em torno de um objetivo comum: recolocar o Rio Grande do Norte no lugar de destaque que merece na história do Brasil“, argumenta.

Pessoalmente, Edmar Gadelha é um dos que concorda com a tese e vê no Marco de Touros a evidência principal para sustentar essa hipótese como a que seria a mais correta.

Acredito que o Marco de Touros, de 1501, erguido em uma expedição comprovadamente de reconhecimento, não está aqui por acaso. Ele marca um ponto de referência fundamental, a primeira terra verdadeiramente avistada e reconhecida“, afirma.

Matéria da Revista Município em Foco

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